
Isto não fui eu que escrevi..mas achei que descrevia muito bem o que sinto por isso copiei, remodelei e aqui esta!
"Os americanos chamam-lhe "closure".
Quando alguém morre e precisamos do funeral e do luto.
Quando termina uma relação e precisamos de tempo, de rasgar as fotos e as memórias até poder seguir adiante.
Este tem sido um ano assim... de sarar feridas, de fazer escolhas.
De valorizar o que de facto importa.
Tempo de "arrumar a casa" e deixar para trás a bagagem que, de facto, não interessa.
Relativizar os pequenos grandes dramas da familia.
Assumir a distância de uma amizade que não me fazia feliz, assumir a distância de uma amizade que estava sempre a encontrar a outra.
E não me sentir culpada com o silêncio e com a solidão que criei.
E gerir a solidão que isso implica.
E o vazio.
Reconhecer que o emprego já não é o que era e que, muitos dias, não quero estar aqui.
Admitir que já não gosto tanto de algumas destas pessoas e perceber que não é, necessariamente, por minha "culpa" mas sim por elas.
Abrir o coração e o tempo a outras pessoas.
Ter vontade de experimentar outros confortos, outros abraços.
Outros grupos de amigos.
Aceitar a ternura.
São pequenas "closure".
Não me apetece aturar gente imatura que é incapaz de perceber quando alguem esta em baixo e precisa.
Precisa de tudo.
E não de "lamento muito"...
Quem é o amigo que diz - "lamento muito...mas é assim " - a um amigo que esta lavado em lágrimas???
Sim, eu sei que nem sempre sou muito "doce".Que digo o que tenho a dizer e nem sempre de forma suave ou simpática.
Mas jamais mentirei a um amigo.
Jamais direi que sim, está tudo bem a menos que de facto esteja.
E não alimento "raivinhas de dentes".
Disse.
Está dito.
Bola para frente que atrás vem gente.
Afinal, é tudo uma questão de... "closure".
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